Controle vai de finanças até papel e espaço (2/nov/2003)
Faculdade de Ciências Econômicas do Triângulo Mineiro

São Paulo, 2 de Setembro de 2003 - A Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) implantou um sistema de organização digital que até o final do ano permitirá que 80% do papel que circula na área administrativa do colégio e das oito faculdades deixem de existir. A organização digital na Faap representa uma importante redução de perdas ao retirar de circulação 15 toneladas de papel por ano, economizando R$ 600 mil neste ano com cartuchos de tinta para impressoras e papel.

Desde requisições de materiais até convocações para reuniões entre professores serão feitas on-line e um comunicador instantâneo foi desenvolvido exclusivamente para os usuários da IntranetFaap. Atualmente, a instituição de ensino já realiza matrícula e fornece certificados pela internet. A idéia do responsável pela implantação da organização digital, Rafael Possik, é acabar com papéis e com a burocracia excessiva. "O projeto começou há um ano com 30 usuários e hoje já atinge 200. Apenas em julho, com renovação de matrícula, se evitaram cerca de 400 mil impressões", diz Possik.

A Autodesk, fabricante do AutoCAD, que gastava US$ 40 milhões com aluguel de seus escritórios em mais de 70 países, conseguiu uma economia de US$ 10 milhões eliminando espaço ocioso. "Usando uma ferramenta desenvolvida pela própria Auto-desk cruzamos informações de pessoas, atividade e espaço e conseguimos rearranjar o espaço de maneira mais eficiente", diz o gerente de manufatura para América Latina, Acir Mortelo.

A Autodesk também ajuda a indústria a prevenir perdas ao fornecer o Autodesk Inventor que, segundo Mortelo, reduz até 30% o custo de projetos; e até 40% o tempo de seu desenvolvimento. "Além disso, a realização do projeto em 3D diminui os erros em relação à sua realização em 2D por simular movimentos de colisão e a aplicação de material antes da feitura dos protótipos", afirma Mortelo.

O Grupo Assa, de consultoria e serviços, fundado na Argentina em 1992, e a integradora SK Intelligence lançaram uma solução de Business Intelligence (BI), um software batizado de SCR Express, voltado para a área de gestão de risco de crédito. Baseado no histórico deta-lhado de cada cliente, as instituições financeiras podem avaliar os prováveis riscos das operações de crédito e suportar decisões estratégicas para reduzir a inadimplência e oferecer condições especiais a alguns tomadores de empréstimos, diminuindo as taxas de juro para os bons pagadores e prevenindo perdas.

O software permite que as decisões de crédito sejam tomadas usando dados da Central de Risco. O gerente de negócios do Grupo Assa, Alejandro Goldstein explica que o BC tem se esforçado para colocar em operação um sistema de informações consolidadas sobre clientes e operações acima de R$ 5 mil, de acordo com o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), de modo a controlar o risco das operações e poder comparar melhor os "spreads" cobrados. Para valores abaixo de R$ 5.000, também são requeridos dados sobre a clientela.

O Banco Central poderá tornar disponível, até o fim deste ano, a base de dados de risco de crédito de todo o sistema financeiro. Na opinião de um técnico do mercado, a via dupla de informações representará uma evolução e deve contribuir para a redução de custos e dos juros.

fonte: http://www.fcetm.br/index.php?idtexto=72